Na Roda da Conversa com Aldair


Cristiane Luz

Na roda de conversa, o silêncio parecia pesar. Até que Aldair, meu amigo, ergueu a voz como quem acende uma vela na escuridão: “Respeitando toda mulher como se fosse sua mãe. Tendo consciência de que, por séculos, a cultura tratou-as como sexo frágil — mas é justamente aí que mora a injustiça.”
As palavras dele ficaram suspensas no ar, como se pedissem espaço para germinar. Logo veio outra pergunta: “E quando uma mulher ocupa um cargo de chefia, será que é tratada igual a um homem?” Aldair respondeu com calma, como quem sabe que a verdade não se apressa: “Quando trabalham com homens que não são machistas, sim. Mas ainda há muito caminho a percorrer.”
Ele falava de conscientização como quem planta sementes: acompanhar esposas, filhas e amigas em palestras; ouvir mais; aprender juntos. E lembrava que não é fácil — porque o machismo é cultural e estrutural, como raízes profundas que exigem paciência para serem arrancadas. Paciência das mulheres, dedicação dos homens. Um esforço de mãos dadas.
No fim, ficou a certeza de que a mudança começa no cotidiano: no lar, no trabalho, na vida social. Pequenos gestos que, somados, viram revolução. Eu nunca vou esquecer as palavras do meu amigo Aldair, que com simplicidade e coragem nos mostrou que respeito é mais do que atitude: é o primeiro passo para transformar o mundo. Porque quando um homem escolhe o respeito, ele não muda apenas a vida de uma mulher — ele muda o destino de toda a sociedade.

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Cristiane Luz

E-mail: crisluz1311@gmail.com

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