Cristiane Luz
Participar do GABI – Encontro Estadual das Mulheres Metalúrgicas é sempre mais do que aprendizado: é troca, é soma, é vida pulsando em coletivo. O grupo acolhe Mulheres Metalúrgicas de todo o estado, com o intuito de fortalecer nossa posição na sociedade e mostrar que juntas ocupamos espaços que antes nos eram negados.
A palavra gratidão não chega sozinha; ela vem acompanhada do sorriso, do afeto, do abraço que acolhe. Somos mulheres, somos provedoras, somos guerreiras. Nada acontece isolado: por trás de cada gesto existe o compromisso coletivo, porque o caminho feminino é marcado por batalhas diárias.
Naquele encontro, me emocionei muito com a minha querida amiga recém-chegada que vinha de suas batalhas próprias. E chorei também quando uma trabalhadora relatou a dificuldade de conviver com um colega machista. A dor dela era a dor de muitas, mas o abraço coletivo transformou lágrimas em força. Foi no acolhimento que senti o dever cumprido. O carinho que recebi de volta trouxe paz ao meu semblante, trouxe alegria.
Estávamos todas fortalecidas, vestidas de serenidade, livres das turbulências do cotidiano. O ar estava impregnado de autoestima e cuidado — lembrança de que precisamos reconhecer nossa importância e merecemos momentos de ternura.
Na hora da despedida, ficou o gosto de quem não quer ir embora. No coração, as amizades recém-tecidas. No futuro, a esperança de que o próximo ano chegue logo, para nos reencontrarmos naquele espaço abençoado.
Saímos dali mais fortes, alimentadas por um bálsamo luminoso que nos prepara para enfrentar a vida. Porque juntas, sempre juntas, somos mais fortes.
E no fundo de cada uma de nós, permanece o sonho: que o próximo ano chegue depressa, para que possamos nos ver novamente, abraçadas, no mesmo lugar abençoado.
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