Cristiane Luz
“Pra quem ainda insiste em dizer que o feminismo é exagero, é preciso afirmar com toda a seriedade: exagero é fingir que a violência não existe.” São palavras da minha querida amiga, Eliane Morfam, em sua luta incessante pela conscientização sobre a violência contra a mulher.
Segundo ela, a violência contra mulheres no Rio Grande do Sul atingiu um nível alarmante e inaceitável. Os números crescem, os casos se repetem e, enquanto isso, muitas seguem vivendo com medo, mesmo após denunciarem seus agressores. Não dá mais para tratar esse problema apenas com discursos.
É urgente que o governo do estado adote ações firmes e eficazes. Uma medida essencial é o investimento imediato na compra de mais tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores. Esses indivíduos precisam ser acompanhados 24 horas por dia, sem exceção.
Toda vez que a violência é colocada em dúvida, toda vez que a palavra de uma mulher é desacreditada, o impacto não é abstrato — é concreto, cruel e, muitas vezes, fatal. Quando a sociedade escolhe duvidar, escolhe também expor mulheres ao risco, ao silêncio e à morte.
A violência contra mulheres não é um fato isolado. Ela é estrutural. Faz parte de um sistema que ainda silencia, minimiza e protege agressores. Enquanto essa violência for relativizada, nenhuma de nós estará verdadeiramente segura.
Podia ser eu.
Podia ser você.
Podia ser nossas mães, filhas, irmãs, amigas.
Por isso, é fundamental tratar esse tema com atenção, sensatez e responsabilidade coletiva. Mais do que isso: é preciso saber onde buscar ajuda e denunciar.
A violência contra mulheres não é problema individual — é uma questão social, de direitos humanos e de responsabilidade do Estado e da sociedade. Lutamos pelo direito básico de viver, existir sem medo e sermos respeitadas.
Se você está em risco, não se cale.
Se você conhece alguém em situação de violência, não ignore.
Denunciar é um ato de cuidado, coragem e amor à vida 💜
🔹 Em caso de violência, a denúncia salva vidas.
📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito, em todo o Brasil)
🚨 Emergência: ligue 190 – Polícia Militar
🏛 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
⚖ Ministério Público e Defensoria Pública
🏥 Serviços de saúde (SUS)
🏠 Centros de Referência da Mulher e Casas de Acolhimento
Faço minhas as palavras da minha amiga Eliane: nossa luta é constante e infinita, buscando respeito e uma sociedade verdadeiramente igualitária.
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