Cristiane Luz
Não é sobre galanteios ensaiados nem conversas com segundas intenções.
O homem que me encanta tem gestos que falam mais do que palavras.
Ele arruma a cadeira como quem diz: “te vejo, te respeito, te acolho.”
Abre portas, não por protocolo, mas porque aprendeu que gentileza é uma forma de carinho.
E eu adooooro isso.
Gosto do jeito como ele me escuta com os olhos — atentos, curiosos, como se cada palavra minha fosse uma estrela que ele quer guardar no bolso.
Ele não tenta me vencer em argumentos, não mede forças.
Ele caminha ao meu lado, com leveza e presença.
Esse tipo de homem transforma o cotidiano em poesia.
Faz a gente escrever pensamentos no ar, depois de um dia cansativo, com fone nos ouvidos e o coração mais leve só por lembrar dele.
Não é perfeição que me atrai.
É a humanidade dele.
É o jeito como ele me inclui no mundo dele, mesmo quando tudo lá fora parece cinza — a tal da segunda-feira, sabe?
Mesmo que seja apenas um “bom dia”, ele nunca deixa de me responder.
E isso diz tanto. Diz tudo.
Não peço mais do que isso: que ele continue sendo esse homem que trata uma mulher com respeito, com carinho, com presença.
Que existam muitos iguais a ele nesse mundo.
Fico apenas lembrando, admirada e satisfeita, da forma como sou tratada.
O homem que sabe tratar uma mulher não é apenas gentil.
Ele é atento, respeitoso, e tem uma sensibilidade que vai além das aparências.
Entende que força não está em dominar, mas em cuidar.
Que presença não é sobre estar perto, mas sobre estar verdadeiramente presente.
Sim. Ele existe.
Tive o prazer de conhecê-lo neste mundo em que a mulher ainda luta, todos os dias, por respeito, por igualdade, por não violência.
E quando encontro um homem assim, eu celebro.
Porque ele é exceção — mas deveria ser regra.
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